06/03/2008

Tamanho não é documento MESMO

Os Cabinha, bandinha de lata da Fundação Casa Grande, da pacata Nova Olinda – cidade a 540 km de Fortaleza - têm entre nove e 11 anos. Além de músicos, estes cabinhas – denominação de menino no interior nordestino – são radialistas, câmeras, técnicos de som e recepcionistas de museu. Crianças prodígio? Não, apenas crianças curiosas, que tiveram a oportunidade de ter contato com produção desde cedo.
Também conhecidos como meninos da Casa Grande, eles fazem parte do projeto que levou o mundo ao interior do Ceará. Escola de comunicação e gestão cultural, a Fundação Casa Grande possui teatro, TV, editora, rádio e estúdio de áudio, onde Os Cabinha gravam seu primeiro cd.

E “gravam” é literal: são eles mesmos a operarem o estúdio profissional – coisa que não é novidade nesta instituição totalmente gerida por crianças e adolescentes. O reconhecimento vem por meio das participações especiais. Paulinho Boca de Cantor e Arnaldo Antunes são duas das confirmadas. A capa será um presente do artista plástico Elifas Andreato, que ilustrou as duas edições da Arca de Noé, disco que marcou a infância de toda uma geração.

Os Cabinha é a terceira geração da banda de lata da Fundação Casa Grande. Com tradição de iniciação musical, ao logo dos anos eles se apresentaram ao lado de nomes como Lobão e Arnaldo Antunes, além da participação no espetáculo Mãe Gentil, de Ivaldo Bertazzo, com Zeca Baleiro.
A atual formação chega a São Paulo depois de shows em Fortaleza e Salvador. Vão acompanhados de Alemberg Quindins, idealizador da Fundação Casa Grande e de Aécio Diniz. Oriundo da primeira formação da bandinha, hoje, aos 23 anos, Aécio é produtor cultural e baixista da banda Os Meninos da Casa Grande, que entre outros shows se apresentou em 2006 na Popkomm em Berlim.

- Fonte: Fundação Casa Grande.